Posts Categorizados ‘Cena Eletrônica

26
ago
09

pedido de desculpas

Nós da Rádio E estamos pedindo desculpas pela falta de atualização do blog.

Tivemos um contratempo com nossa senha de acesso a área de postagem de novas notícias e apenas hoje conseguimos restaurar nosso acesso.

Gostaria de salientar que a Rádio E por esses dias permaneceu ativa através do Twitter da Rádio E, que é o @RadioEBrasil , com microposts e também publicando nossa programação do Blip.fm (www.blip.fm/RadioEBrasil)

Sabemos que a cena eletrônica só cresce com informação de qualidade ao público que já a frequenta e também ao novo público que passa a frequentar as festas nos clubs e as raves por onde elas passam.

Este papel cabe a Rádio E.

Rádio E – Essencialmente Eletrônica

Robson Fernandes

13
mai
09

MOMENTO CROSSROADS TOTAL – MATÉRIA COMENTADA

robson.jpg A Rádio E sempre questiona junto aos DJs e público sobre o andamento da cena eletrônica no Brasil. Muitos DJs falam que hoje a cena vive uma fase que a moda acabou, já que o sertanejo dominou aqueles que vão se divertir só na modinha e a cena voltou a ser o que era, com um número de festas adequado ao público que freqüenta pela música e pelo ambiente. Dudu Marote, que é produtor a anos do gênero, escreveu esta reflexão sobre a cena no site da DJ Mag. Leia e no final temos o comentário de Robson Fernandes, diretor da Rádio E sobre esta pensata de Dudu, reproduzida na íntegra. ___________________________________________________________________________________________

MOMENTO CROSSROADS TOTAL

A que ponto chegou a cultura DJ e quem está certo e/ou errado nessa história

Rola essa lenda que, em 1976, músicos que teoricamente não tocavam porra nenhuma chegaram pra tomar a música pop das mãos dos músicos que eram exímios em seus instrumentos e no auge da fama. Eu já ouvi isso um milhão de vezes das mais variadas formas. O punk rock demoliu o progressivo ou algo assim. Aí, viajo na história das festas que trazem “Não-DJs” e vendem isso como estilo. Foram Bar Secreto e filhotes em São Paulo. Foi o Bailinho, no Rio, que começou do nada, chegou ao MAM no verão inteiro, ficou enorme e cria herdeiros de vários tipos.

A técnica é não mixar. Ou nem saber pra que servem os botões de um mixer. Um amigo dono de um clube me relatou uma situação onde um dos “Não-DJs” tocou por bastante tempo com o grave do canal do mixer todo fechado. Por engano, claro, já que o Não-DJ nem sabia que aquele botão tiraria todo o grave. Ou provavelmente nem sabia o que era grave ou agudo numa música. Mas e a pista enquanto isso? Ótima. E aí?

Aí que a música rola como elemento nem tão importante assim numa festa. Provavelmente festas assim acontecem o tempo todo e sempre aconteceram, e até aí nenhuma novidade. Mas o fato de as festas dos “Não-DJs” bombarem é uma grande contradição com algo que me chamaram outro dia pra participar e que foi surreal. Na tentativa super bem vinda de um projeto de lei pra regulamentar a profissão de DJ, surge um dinossauro que ninguém assume diretamente, que propõe que depois dessa lei só pode tocar como DJ quem for formado em algum curso regulamentado por uma instituição que essa lei nomearia. Enfim, DJ só diplomado?
Um sindicato? Um comitê? Uma comissão? O projeto de lei sugere que essa entidade fictícia teria o poder inclusive de negar a licença de DJ pra quem eles acharem que não merece. Um debate foi convocado. Na MTV. Eu estava lá. É claro que, como isso é um absurdo, todos foram contra, até quem estaria lá pra defender a nova lei, incluindo o próprio senador Romeu Tuma, que encaminharia o projeto dentro do Legislativo.

A que ponto chegou a cultura DJ… Uma pequena parte crê que somente DJs diplomados deveriam ser autorizados a tocar e fazem inclusive analogias com as profissões de médico e piloto de avião. E do outro lado temos uma outra pequena parte, que faz o maior barulho trazendo festas nas quais um DJ profissional ser o condutor é uma ofensa. Alguém está errado?

Fight for your right to party ou party for your right to fight. Escolha o que você preferir, mas alguém querer achar que pode ter o poder de regulamentar a sua festa, a sua diversão, e ainda achar que pode ter o poder de veto em alguma festa que eu fizer e chamar o meu vizinho surdo pra tocar é muita picaretagem e perda de tempo, né?

Dá até pra noiar e ficar pensando: será que a cultura DJ tá enchendo o saco pra parte do público? Ou será que o fato de a música eletrônica ter chegado tão firme no mainstream incomoda aquele que sempre curtiu justamente o caráter underground disso tudo? Momento crossroads total.
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“A minha opinião é que a cultura DJ teve seu auge e hoje o público modinha frequenta festas de sertanejo hoje, pois é um público volátil. Quem continua frequentando é porque gosta mesmo. Compartilho da opinião de Dudu Marote que a música eletrônica hoje é mainstream, já que até a publicidade (General Motors) se utiliza dela, com brasileiros produzindo conteúdo musical e ganhando um bom dinheiro com isso. Acrescento que muitos verdadeiros TOP-DJs são idolatrados em seus palcos com suas pick-ups como as bandas mais famosas do mundo e seus instrumentos musicais. A discussão aqui atinge dois pontos completamente divergentes e que me instiga muito. O público vai para uma festa por causa da música que vai tocar lá, DJs, gente bonita, ambiente que lhe agrada ou apenas pra não ficar em casa, encher a cara e voltar pra casa “feliz”. Este é o primeiro aspecto. O segundo vai de encontro com a tese da festa que bomba, mas o dj é qualquer pessoa, até eu, e da festa que tem o DJ que é o cara nas pick-ups. E isso gerou a discussão maior, que é a regulamentação da profissão do DJ, diploma, fiscalização, mas por qual motivo não discutir cada profissão da cena, como a hostess, o promoter, o investidor, as agências de DJs, o barman de clubs e raves, etc. Aí sim a discussão seria ampla e iria abordar a cena como um todo. É claro que o DJ não quer perder o espaço dele, e o acesso aos materiais para tocar nas pistas é cada vez mais fácil de se adquirir, mas muitos promoters hoje tocam dessa maneira, levando as pessoas para as festas que promovem, desvalorizando a profissão do DJ, o selecionador oficial das músicas. Na verdade hoje e sempre o DJ é o cara que traz as novidades, mas com o beatport e a internet, senão de graça, com um valor muito menor que o custo de um vinil, equipamento que caracteriza um DJ, qualquer pessoa se autoproclama DJ. Consequentemente, qualquer um baixa o hit do top 100 e toca, mas seriam essas as melhores músicas daquela semana/gênero que fariam as pessoas ter uma percepção maior do som e através dele curtir a cena? Ou conhecer um produtor nacional ou internacional ótimo, que por não ter uma grana para divulgar seu trabalho dentro desses sites de venda de mp3, aparece no Top 100 e não toca. Todas essas questões não deveriam ficar na mão de quem quer mandar por ser um político ou uma pessoa de fora, mas de quem trabalha para fazer dia após dia a cena eletrônica mais organizada, sólida e profissional, com tudo bem definido e acertado para o começo, meio e fim de uma noite em um club ou uma rave sejam um sucesso para TODAS as partes.”

Robson Fernandes

Rádio E – Essencialmente Eletrônica
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09
ago
08

Electronic Nation – PGM 9 – Vivian Vixen

Download do programa:

Electronic Nation – PGM 9 – Vivian Vixen

Neste episódio entrevistei a primeira mulher a apresentar um live 100% nacional nas raves de todo o Brasil. Vivian Vixen é a convidada do Electronic Nation de hoje e ela nos conta um pouco sobre sua vivência no exterior, produção musical e sobre cena eletrônica. Vivian nos traz um dos melhores DJ sets que eu ouvi na minha vida. Confira!

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